Na quarta-feira, 4 de dezembro, às 18h30, a CAIXA Cultural Fortaleza recebe o fotógrafo e Auditor-Fiscal do Trabalho Sérgio Carvalho e a artista plástica e Auditora-Fiscal do Trabalho Aline Matheus para falarem sobre seus trabalhos
Por Lourdes Marinho, com informações da Pontual Comunicação e da CAIXA Cultural Fortaleza
Edição: Andrea Bochi
A exposição Escravidão Contemporânea – Esperança de Regresso teve seu encerramento adiado e permanece na CAIXA Cultural Fortaleza até 8 de dezembro. A mostra que traz os trabalhos da Auditora-Fiscal do Trabalho e escultora Aline Matheus tem curadoria de Claudio Boeckel.
O trabalho surgiu a partir do aprofundamento das experiências vividas pela escultora na pesquisa que desenvolve sobre o movimento dos corpos e sua relação com o universo do trabalho.
Através da materialidade tridimensional a artista busca compreender as forças que habitam os corpos e o que emana deles como sentido e significado. Corpos marcados pela ausência, pela solidão, pela submissão e pelos anseios de liberdade que permeiam o homem contemporâneo do século XXI.
Com poesias da escritora Ilka Matheus e a sinfonia Servidão, composta especialmente para a exposição por Rodolpho Rebuzzi, “a exposição faz uma homenagem aos trabalhadores e trabalhadoras que, com seu suor, sangue e lágrimas, constroem a riqueza dessa nação. E a todos que buscam condições mais dignas de vida”, destaca a artista.
Atividade paralela
Na quarta-feira, 4 de dezembro, às 18h30, a CAIXA Cultural Fortaleza recebe o fotógrafo e Auditor-Fiscal do Trabalho Sérgio Carvalho, para uma conversa, aberta ao público em geral, sobre sua vivência nas ações de combate ao trabalho escravo no Brasil. A artista plástica e Auditora Fiscal do Trabalho Aline Matheus, também conversa com o público sobre suas esculturas, que integram a mostra e prestam uma homenagem aos trabalhadores.
Durante a conversa serão exibidas, no Teatro da CAIXA Cultural Fortaleza, fotografias de Sérgio Carvalho obtidas no decorrer das ações de combate ao trabalho escravo no Brasil, que retratam a realidade vivida por trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão.