12 Nov

Estudo do Cesit mostra redução de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, mesmo antes da pandemia

Publicada em: 12/11/2020

O pico de desligamentos ocorreu no mês de abril, com 8.810 vínculos de emprego, e seguiu negativo até julho de 2020

Por Lourdes Marinho, com informações do Cesit/Unicamp

O Núcleo de Pesquisas sobre Mercado de Trabalho e Pessoas com Deficiência do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho – Cesit da Universidade de Campinas – Unicamp publicou o seu primeiro Boletim Informativo sobre o comportamento do emprego formal referente às pessoas com deficiência.

A participação desses trabalhadores continua sendo minoritária, atingindo cerca de 1,1% do estoque total de empregos no País, em 2019, apesar da obrigatoriedade da contratação dessas pessoas pelas empresas com 100 ou mais funcionários, conforme legislação específica – Lei nº 8.213/1991, Decreto nº 3.298/1999 e Decreto nº 5.296/2004.

Em 2020, segundo as informações prestadas pelas empresas acerca das admissões e desligamentos de seus funcionários, demonstradas no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged, do Ministério da Economia, houve a perda de postos de trabalho, mesmo antes da pandemia. Contudo, o pico de desligamentos ocorreu no mês de abril, com 8.810 vínculos de emprego, e seguiu negativo até julho de 2020.

De acordo com os dados da evolução do saldo de empregos formais resultante das admissões e desligamentos dos trabalhadores com deficiência, no período de janeiro a setembro de 2020, houve a eliminação de 21.487 vínculos de pessoas com deficiência no País. Observou-se, ainda, apenas saldo positivo em agosto e setembro desse ano, com 1.863 postos de trabalho.

Confira aqui a íntegra do Boletim Informativo que apresenta um panorama sobre a evolução dos vínculos formais de trabalho das pessoas com deficiência, no período de 2007 a 2020, com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS e, na sequência, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged.​