08 Jul

Em evento do Undoc em Honduras, Sérgio Carvalho apresenta experiência do GEFM no combate ao trabalho escravo no Brasil

Publicada em: 08/07/2022

Por Solange Nunes

O Auditor-Fiscal do Trabalho e fotógrafo Sérgio Carvalho apresentará, nos dias 12 e 13 de julho, em Tegucigalpa, Honduras, a experiência brasileira do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM) no combate ao trabalho escravo no Brasil. O evento é desenvolvido pelo Menthor, um programa especializado de treinamento e orientação sobre tráfico de pessoas, que funciona no âmbito do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU).    

A experiência brasileira no evento será dividida com advogados, psicólogos, graduados em relações internacionais e assistentes sociais que participam do Ministério do Trabalho (inspetores do trabalho), do Instituto Nacional de Migração (Oficiais de Migração), do Ministério das Relações Exteriores (Oficiais Jurídicos, Oficial de Proteção ao Migrante Hondurenho, Controle e Monitoramento, Assessor Jurídico) e organizações da sociedade civil. 

De acordo com Sérgio Carvalho, é um encontro muito significativo, já que a Auditoria Fiscal do Trabalho foi convidada, por meio da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (Detrae/SIT), para participar de um evento promovido pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC). “Com certeza, é um reconhecimento da excelência do nosso trabalho realizado nessas quase três décadas de combate a escravidão no país. E também é fruto do reconhecimento por parte da Organização Internacional do Trabalho (OIT) das boas práticas adotadas aqui e que são referência mundial”. 

Na sua participação, Sérgio Carvalho disse que vai apresentar toda a experiência brasileira no combate ao trabalho escravo, deste a criação do Grupo Móvel, passando pelas boas práticas brasileiras, tais como, o conceito amplo de trabalho escravo adotado no Brasil, a criação do seguro desemprego para os trabalhadores resgatados, a criação da lista suja. “Pretendo apresentar toda a sistematização oriunda da experiência de 27 anos de combate a essa chaga que ainda perdura em todas as regiões do país”. 

Para o Auditor-Fiscal, levar a prática brasileira para o evento em Honduras é muito importante. “Profissionalmente me sinto honrado em poder levar toda nossa experiencia adquirida contribuindo com a difusão de conhecimento e boas práticas e ajudando demais países a avançar no combate ao trabalho escravo em seu território”.