08 Ago

Reunião ampliada: Fonasefe define calendário de lutas para agosto e setembro

Publicada em: 08/08/2017

Após dois dias de intensos debates, o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais - Fonasefe definiu neste domingo, 6 de agosto, um calendário de mobilizações e lutas para o segundo semestre de 2017. O Sinait foi representado na reunião ampliada pelo diretor Marco Aurélio Gonsalves. 

Os Servidores Públicos Federais decidiram, por consenso, construir um dia nacional de paralisação e greve, por 24 horas, no mês de setembro, em conjunto com demais categorias de trabalhadores; e um Dia Nacional de Luta, em Brasília (DF), caso o governo federal leve adiante a votação da contrarreforma da Previdência.

Foi deliberado também, na reunião, a organização nos dias 11 e 16 de agosto, do Dia Nacional em Defesa da Educação Pública e um Dia Nacional de Luta contra a Terceirização e extinção de zonas eleitorais; em Defesa da Saúde e da Previdência Pública e contra o desmonte do Serviço Público, respectivamente.

Para intensificar a organização da luta, os servidores aprovaram ações para o forlatelecimento dos fóruns de servidores públicos nos estados, com a convocação de assembleias por categorias e reuniões ampliadas entre os servidores públicos das três esferas.

Eles também vão construir dias de lutas nos estados pelas revogações da Emenda Constitucional 95, que limita gastos do Estado brasileiro por 20 anos; das leis Trabalhista (Lei 13.467/2017) e da Terceirização (Lei 13.429/2017) para barrar a contrarreforma da Previdência e o Programa de Desligamento Voluntário (PDV). Além de atuarem pelo arquivamento do Projeto de Lei Complementar (PLP) 248/98 e do Projeto de Lei do Senado (PLS) 116/17; ambos propõem o fim da estabilidade do servidor público.

Na ocasião, foram aprovadas moções de apoio às diversas lutas sociais e em repúdio aos ataques aos trabalhadores.

Na avaliação do representante do Sinait, a união dos servidores é importante para fortalecer a luta e as conquistas de cada categoria. “Não adianta ninguém trabalhar separado. É importante a articulação nos estados, fóruns estaduais dos servidores públicos, envolvendo os municipais, estaduais e federais e, também, os movimentos sociais e categorias em luta nesse período. Só teremos sucesso se nos unirmos”, avaliou Marco Aurélio. 

A reunião apontou, ainda, a necessidade de construir uma greve do funcionalismo público, das três esferas, em articulação com as categorias que irão entrar em Campanha Salarial. Os servidores também irão pressionar as centrais sindicais para convocar uma nova Greve Geral.

A reunião ampliada teve início na noite de sexta-feira (4), e foi convocada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais – Fonasefe, composto por 22 entidades nacionais dos SPF, entre elas o Sinait. 

Com informações da Andes-SN.