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10 de novembro: Sinait participa de manifestação em frente ao ministério do Planejamento

Publicada em: 10/11/2017

Por Solange Nunes

Edição: Nilza Murari

Mais de 300 pessoas participaram dos protestos pelo Dia Nacional de Luta, nesta sexta-feira, 10 de novembro, em frente ao prédio do Ministério do Planejamento, bloco C, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF). Os representantes do Sinait, de entidades nacionais e locais, lutam em defesa do serviço público, contra a Medida Provisória 805/2017, que adia reajustes de servidores públicos, e contra a Portaria 1.129/17, que prejudica o combate ao trabalho escravo no país.

De acordo com o diretor do Sinait, Marco Aurélio Gonsalves, que falou pela entidade, a luta dos Auditores-Fiscais do Trabalho e dos servidores públicos federais é uma só, para defender o serviço público e o trabalhador brasileiro. “As reformas trabalhista e previdenciária apenas prejudicam os trabalhadores”.

Ele também faz um alerta sobre a disputa eleitoral de 2018. “É necessário que as pessoas estejam atentas para os deputados e senadores que votaram contra os trabalhadores e não os elejam no próximo ano. É fundamental que eles não voltem. Esses parlamentares votaram contra o povo e também contra o servidor público, que está pagando a conta”. 

Marco Aurélio disse ainda que o Sinait é contra a perda de direitos dos trabalhadores, contra a terceirização e contra a reforma trabalhista. “Infelizmente, entre tantos ataques de peso contra os cidadãos, a reforma trabalhista mostra-se destruidora. O governo jogou na lama o direito individual do trabalho”.

O dirigente do Sinait lembrou que todas as conquistas do trabalhador adquiridas desde 1933, com Getúlio Vargas até há pouco tempo, foram destruídas por este governo. “Este governo corrupto acabou com décadas de lutas e conquistas pelo direito do trabalho”. Ele explicou que a terceirização, além de prejudicar os empregados de maneira geral, também vai acabar com o serviço público municipal, estadual e federal. “Não se enganem, ninguém ficará de fora”.

Marco Aurélio criticou a Portaria 1.129/2017 do Ministério do Trabalho que prejudicou o combate ao trabalho escravo no país. “A portaria altera o Código Penal, isso é um absurdo”. Ele informou que o Supremo Tribunal Federal – STF  suspendeu a portaria. “Isso significa que os Auditores-Fiscais do Trabalho vão continuar combatendo o trabalho escravo”. Protestou contra o corte orçamentário que atingiu a pasta em torno de 70%. “Não há como fiscalizar. A situação é muito difícil”.

Ele enfatizou que a luta atual, referente a reforma da Previdência, precisa do envolvimento de todos os cidadãos e servidores públicos. “Ninguém vai se aposentar, caso a reforma da Previdência seja aprovada. Todos precisam sair de trás de suas mesas e casas e vir para a luta. Precisamos reagir juntos, de outro jeito vamos perder tudo”.

Participaram do movimento, pelo Sinait, os diretores Ana Palmira Arruda Camargo, Benvindo Soares, Hugo Moreira e a delegada sindical do Sinait no Distrito Federal, Nilza Pires.  Auditores-Fiscais do Trabalho ativos e aposentados lotados em Brasília e de outros Estados também compareceram.