09 Mar

8 de março: Auditora-Fiscal do Trabalho é homenageada no Rio Grande do Norte

Publicada em: 09/03/2018

Por Nilza Murari

A Auditora-Fiscal do Trabalho e diretora do Sinait, Virna Soraya Damasceno, foi homenageada ontem, 8 de março, em Natal (RN), em Ato Nacional da Confederação das Mulheres do Brasil - CMB e da Federação das Mulheres do RN no Dia Internacional da Mulher. A indicação foi feita pelo presidente do Sinait, Carlos Silva, a pedido da CMB, para representar todas as Auditoras-Fiscais do Trabalho no país. O evento foi realizado na sede do Ministério Público do Trabalho – MPT/RN e contou com a presença de diversas Auditoras-Fiscais e mulheres de instituições, entidades e movimentos diversificados, todos com militância pelos direitos das mulheres.

O Ato Nacional “Por um Brasil desenvolvido, com emprego, sem miséria e sem corruptos!”, trouxe outras bandeiras, como salário igual para trabalho igual; mais saúde, segurança e moradia; creches para todas as crianças brasileiras; eleição de mais mulheres para mudar o Brasil e a revogação da reforma trabalhista de Temer.

Virna Damasceno recebeu a homenagem e destacou a necessidade de luta das mulheres ainda nos dias de hoje pela manutenção aos direitos já conquistados, por respeito e segurança. Destacou que a creche é um dos instrumentos necessários para enfrentar a luta contra o trabalho infantil. Disse que “50% das mulheres trabalhadoras que se tornam mães são demitidas ao final do período de estabilidade. Outras, por assédio implacável, acabam por pedir demissão, antes mesmo do nascimento de seus bebês”, o que revela grande discriminação no mercado de trabalho.

Palestra

A programação da celebração do Dia Internacional da Mulher teve seguimento à noite, no auditório da Universidade UNI-RN, em Natal. Discorrendo sobre o tema “Desafios da Mulher na Contemporaneidade”, a Auditora-Fiscal do Trabalho Marinalva Cardoso Dantas falou de suas experiências pessoais e no trabalho. Ela ouviu relatos de mulheres jovens que, em razão do assédio moral e sexual, se veem obrigadas a sair do trabalho para ficar livres de perseguições. Segundo sua experiência, essa é uma realidade em todo o Brasil.

Em seguida, concedeu entrevista à TV Universitária. O programa ainda não está disponível para acesso no site da TVU.rn.