13 Mai

Trabalho escravo – SINAIT participa da sexta edição de encontro de resgatados, no Maranhão

Publicada em: 13/05/2019

Por Dâmares Vaz

Edição: Nilza Murari

Os diretores do SINAIT Benvindo Soares e Vera Jatobá e a presidente do Conselho de Delegados Sindicais – CDS, Olga Machado, participaram do 6º Encontro de Trabalhadores/as Resgatados/as do Trabalho Escravo, em 10 e 11 de maio no município de Pindaré Mirim (MA). A promoção é do Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos Carmen Bascarán – CDVDH/CB, organização não governamental sem fins lucrativos que atua em defesa dos Direitos Humanos.

O encontro de 2019 teve como objetivo valorizar as ações de enfrentamento e resistência diante do ciclo da escravidão, promovendo uma troca de experiências entre trabalhadores e famílias que atualmente participam da Rede de Ação Integrada para Combater pela Escravidão – Raice, do CDVDH/CB, no Maranhão. Na programação, apresentações técnicas e socioculturais, mesas redondas, discussões.

As ações da Raice são desenvolvidas em quatro comunidades do estado, onde são mais graves a incidência de trabalho escravo e a migração forçada de trabalhadores em busca de trabalho digno.

Na ocasião, a diretora Vera Jatobá buscou reforçar a missão da Auditoria-Fiscal do Trabalho e a atenção do SINAIT à defesa da atuação dos Auditores-Fiscais do Trabalho no enfrentamento do trabalho escravo.

Destacou ainda a importância da integração com outras instituições, a fim de desencadear mais ações de apoio aos resgatados, no entorno de vulnerabilidade. “Dentro dessa linha, está o engajamento efetivo do Sindicato com o Movimento Ação Integrada, o MAI, e com o Instituto Nacional de Ação Integrada, o INAI.

Encontros como esse também reforçam nossa crença nas ações integradas e no trabalho que prezem a garantia dos direitos humanos, sem retrocesso, e da liberdade como valor máximo”, afirmou Vera Jatobá.

Além disso, para o SINAIT é positiva a participação de resgatados, com depoimentos relacionados à atenção pós-resgate prestada pelo centro e pela Raice. “A atenção passa pelo apoio ao resgatado, mas alcança os que se encontram em igual vulnerabilidade e, portanto, sob risco de serem as próximas vítimas do trabalho escravo. Várias dessas mensagens foram passadas de forma lúdica, durante o encontro, pelos jovens das comunidades e das escolas dos municípios atendidos pelo CDVDH/CB e pela rede”, apontou a diretora do Sindicato.

Ao final do evento, foi publicada a Carta do 6º Encontro de Trabalhadores/as Resgatados/as do Trabalho Escravo – leia aqui.

Discutir experiências e construir alternativas

O Encontro de Trabalhadores/as Resgatados/as do Trabalho Escravo é realizado desde 2014, em alusão ao 13 de Maio, data oficial da abolição da escravatura no Brasil. É o espaço em que sobreviventes desta grave violação de Direitos Humanos, comunidade e representantes de organismos públicos convivem, compartilham experiências, discutem e criam novas formas de prevenção e repressão do trabalho escravo. Serve ainda à construção de alternativas de inserção social das vítimas.

Todos os anos, o evento tem um público médio de 250 pessoas, entre trabalhadores, representantes de organizações, lideranças comunitárias, adolescentes, jovens, estudantes, produtores culturais e comunidade em geral.​