04 Out

SP: Auditores-Fiscais do Trabalho resgatam 4 adolescentes vítimas de exploração sexual em Campinas

Publicada em: 04/10/2019

Por Solange Nunes, com informações do Ministério da Economia e do Ministério Público do Trabalho

Edição: Nilza Murari

Auditores-Fiscais da Gerência Regional do Trabalho de Campinas em São Paulo – GRT/Campinas resgataram nesta quinta-feira, 3 de outubro, quatro adolescentes submetidos a condições análogas às de escravos para exploração sexual. Os adolescentes, três do sexo feminino e um do masculino – entre 15 e 16 anos -, eram mantidos em uma casa de prostituição-boate, no Jardim Itatinga, em Campinas. Umas das adolescentes foi vítima de tráfico de pessoas para esse fim. Ela foi aliciada em Manaus com a promessa de turismo em São Paulo. As outras vítimas são de municípios da Baixada Santista.

Os quatro adolescentes estavam em situação de servidão por dívida e também sob vigilância ostensiva para não saírem do local. A responsável foi presa em flagrante. Foram apreendidos documentos de identidade falsos das vítimas. A denúncia foi apurada pelo Núcleo de Inteligência da Polícia Federal em Campinas. Também participaram da operação o Ministério Público e a Secretaria de Justiça de São Paulo, que providenciou o acolhimento e abrigo para os adolescentes resgatados.

Neste ano, a Inspeção do Trabalho, em atuação conjunta com a Polícia Federal na Operação Cinderela, deflagrada em março, já havia resgatado 17 vítimas de redução à condição análoga à escravidão e de tráfico de pessoas. A operação ocorreu em Ribeirão Preto (SP) e resultou em interrupção da situação de exploração, reconhecimento de direitos trabalhistas, imposição de multa aos responsáveis e outras medidas necessárias à proteção e acolhimento das vítimas e repressão dos infratores.

Participaram da operação 21 Auditores-Fiscais do Trabalho de todo o Brasil. Os Auditores-Fiscais foram capacitados em casos de exploração sexual em 2018 por meio de curso realizado pela Escola Nacional da Inspeção do Trabalho – Enit. A intervenção da equipe de fiscalização permite que as vítimas recebam o Seguro-Desemprego do trabalhador resgatado e ainda possam participar de cursos de capacitação e de reinserção profissional.​