25 Out

SINAIT avança em pesquisa para fazer diagnóstico da Auditoria Fiscal do Trabalho no Século XXI

Publicada em: 25/10/2019

Por Nilza Murari

Nos dias 22 e 23 de outubro reuniram-se na sede do SINAIT integrantes do Grupo de Trabalho do Diagnóstico da Carreira – GTDC para discutir a formatação de uma grande pesquisa que será realizada pelo Sindicato junto aos Auditores-Fiscais do Trabalho. O objetivo é traçar um diagnóstico da carreira e do cargo sob o ponto de vista do Auditor-Fiscal do Trabalho. Além disso, compor o atual perfil dos Auditores-Fiscais do Trabalho. De modo transversal, também será promovida uma atualização do cadastro dos filiados à entidade.

Carlos Silva, presidente do SINAIT, explica que a ideia do diagnóstico foi ampliada de uma iniciativa do Conselho de Delegados Sindicais – CDS, que formou um grupo para estudar ações de estímulo à filiação dos que hoje não estão vinculados ao Sindicato. A vice-presidente Rosa Jorge ressalta que é importante saber qual é a relação do Auditor-Fiscal do Trabalho consigo mesmo na perspectiva profissional, com o Sindicato e com a Administração. O que se pretende é ampliar o nível de participação da categoria nas ações sindicais. Com a pesquisa, entretanto, o resultado poderá levar muito além disso.

A pesquisa será realizada pela empresa Psych, sob a coordenação do psicólogo Cristiano Costa. A empresa vem realizando trabalho semelhante para outras entidades no âmbito do serviço público. Confirmando o objetivo traçado, ele explica que o trabalho tem cinco eixos: cadastro, demografia, relação com o SINAIT, relação com a Administração e identidade pessoal do Auditor-Fiscal do Trabalho.

Nesta primeira reunião do GTDC o esforço se concentrou na formulação do questionário a ser aplicado à categoria. “É fundamental formular boas perguntas para obter resultados satisfatórios”, diz Cristiano Costa. Salienta que os dados cadastrais são totalmente desvinculados do restante do questionário, o que garante o sigilo das informações. Do cruzamento de dados resultarão variáveis as mais diversas, que possibilitarão o planejamento de ações do SINAIT a partir de uma realidade conhecida e confiável, e não mais presumida.

Todos os Auditores-Fiscais do Trabalho serão convidados a participar – filiados e não filiados, ativos e aposentados, e ainda os pensionistas. Este universo é de cerca de 6.700 pessoas. Será criada uma plataforma específica para responder ao formulário, totalmente eletrônica. Será possível responder o formulário de forma fracionada, salvar a parte já feita e retomar em momento mais conveniente. Também poderá ser respondido por meio físico, no papel. Esta parte operacional está sendo elaborada.

“O SINAIT espera que o maior número de colegas responda ao questionário, ajudando a sua entidade sindical a ter um diagnóstico bastante representativo da categoria. É um esforço muito significativo, que deve ser valorizado por todos. Servirá para as diretrizes do Sindicato e também para o relacionamento institucional com a Administração”, diz o presidente Carlos Silva.

Além do questionário, os integrantes do GTDC discutiram identidade visual da pesquisa, nomenclaturas e formas de divulgação e estímulo à participação dos Auditores-Fiscais do Trabalho.

A intenção do Grupo de Trabalho é que a pesquisa seja lançada no 37º Encontro Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho – Enafit, em Aracaju (SE), de 17 a 22 de novembro. Será uma ótima oportunidade para que um grande número de Auditores-Fiscais responda ao questionário durante a realização do evento.

Pesquisa

A primeira vez em que o SINAIT realizou uma pesquisa junto à categoria foi na década de 1990. À época, o trabalho foi coordenado pelo professor Sadi Dal Rosso, da Universidade de Brasília – UnB, que contou com diversos colaboradores.  A pesquisa foi aplicada em todo o Brasil e o resultado foi publicado em 1999, no livro A Inspeção do Trabalho.

O trabalho foi dividido em três partes: a Inspeção do trabalho frente à opinião pública – trabalhadores, empresas e sindicatos; o perfil dos então Agentes da Inspeção do Trabalho e sua satisfação profissional; e as tendências da Inspeção do Trabalho.​