12 Jul

Reportagem especial do Fantástico mostra o combate ao trabalho escravo doméstico feito pelo Grupo Móvel

Publicada em: 12/07/2021

Os Auditores-Fiscais do Trabalho Liane Durão e Humberto Camasmie falam sobre os resgates das vitimas     

As histórias comoventes de três mulheres libertadas da exploração dos patrões, por Auditores-Fiscais do Trabalho, foram mostradas em uma reportagem especial no Fantástico deste domingo, 11 de julho, na TV Globo. Os resgates ocorreram em Minas Gerais e na Bahia.   

O combate ao trabalho escravo feito pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFEM) - coordenado pelos Auditores-Fiscais do Trabalho - em conjunto com o Ministério Público do Trabalho e a Defensoria Pública da União é destacado pelo Fantástico. A reportagem mostrou a força que o combate a este crime ganhou no Brasil com a criação do GEFEM, ligado à Subsecretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério da Economia. 

O Auditor- Fiscal do Trabalho de Minas Gerais, Humberto Camasmie é um dos entrevistados.  Ele coordenou a operação que resgatou Madalena Gordiano, no fim de novembro de 2020, em Minas Gerais, e falou das dificuldades para resgatar as vítimas do trabalho doméstico, por conta dos entraves jurídicos para ingressar no domicílio. 

Aos 8 anos de idade Madalena passou a servir uma família, como se fosse uma empregada doméstica. Dentro da casa ela tinha muitos deveres e nenhum direito. Foram 38 anos assim. 

Madalena se transformou no rosto mais conhecido da luta contra o trabalho escravo doméstico no Brasil. O caso dela repercutiu na imprensa do mundo todo. 

Os outros dois casos ocorreram em Salvador (BA), onde Luzia Geraldo e Leda Lúcia dos Santos foram resgatadas. A Auditora-Fiscal do Trabalho da Bahia, Liane Durão, entrevistada pelo Fantástico, explicou a situação que uma das vítimas foi encontrada. 

Desde 1995 a força-tarefa já resgatou mais de 56 mil trabalhadores em condição análoga à escravidão, a maioria na zona rural. Mas só em 2017 ocorreram os primeiros resgates de trabalhadoras domésticas. Só nos primeiros seis meses deste ano 15 trabalhadoras domésticas foram libertadas. 

Veja aqui a íntegra da reportagem.