12 Jul

SINAIT participa de reunião com deputado Leonardo Gadelha

Publicada em: 12/07/2021

Presidentes do SINAIT e do Fonacate conversam com deputado sobre a PEC 32 e apontam falhas no texto que podem comprometer o serviço público, os servidores e, por consequência, a sociedade brasileira

Dando sequência ao trabalho de convencimento de parlamentares a respeito das falhas no texto da PEC 32 o presidente do SINAIT, Bob Machado e Rudinei Marques, presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate) se reuniram hoje, 12 de julho, com o deputado estadual Leonardo Gadelha (PSC-PB) para expor suas preocupações e buscar apoio.

Bob Machado abriu a reunião dizendo que a PEC trata de premissas já ultrapassadas e que, em sua opinião, o texto foi construído a partir de interpretações preconceituosas, que são senso comum a respeito dos servidores públicos. “A PEC apresenta uma caricatura do servidor. E enquanto servidores, queremos uma discussão mais aprofundada. Há coisas sendo ditas, que não estão no texto e que podem ser tratadas no âmbito administrativo, sem necessidade de uma mudança constitucional”, afirmou.   

Leonardo Gadelha, que é membro da Comissão Especial que analisa o mérito da PEC, afirmou ter consciência de que o texto não pode passar como está. “A maioria absoluta dos membros da Comissão não concorda com a integralidade da Proposta. O relator, inclusive, já disse que não vai permitir que cargos técnicos sejam ocupados por pessoas alheias àquela área”, afirmou. Gadelha disse também que a reforma é uma oportunidade de avançar em tecnologias, mas que não se pode usar a chance dada de evoluir, para retroagir.

Rudinei Marques ponderou que o texto original é muito ruim, por isso, as entidades que compõem o Fonacate sugerem um texto totalmente novo, como é o da Emenda Substitutiva Global, que no último dia 7, obteve o número de assinaturas necessário para ser levado à discussão. “Não dá para aproveitar a PEC. É preciso um texto novo. Nossa leitura é que se o objetivo é melhorar, a PEC não entrega isso. A reforma administrativa transcende governo e oposição. Tem gente de todos os lados interessada genuinamente em construir coisas boas para o serviço público.

Neste sentido, Leonardo Gadelha disse que o processo legislativo está muito diferente em função da pandemia e que não há, em sua opinião, dificuldade em aprovar um texto totalmente novo. “Se pequenos aprimoramentos não vão adiantar, temos chances de reconstruir, estou sentindo que há abertura e vontade para o debate”, finalizou.