25 Mai

Chacina de Unaí - Em vigília, dirigentes do SINAIT acompanham o segundo dia do novo julgamento de Antério Mânica, em BH

Publicada em: 25/05/2022

Por Solange Nunes
Edição: Andrea Bochi

Em vigília, os dirigentes do SINAIT e Auditores-Fiscais do Trabalho acompanham o segundo dia do novo julgamento do ex-prefeito de Unaí Antério Mânica, no dia 25 de maio, na Justiça Federal, em Belo Horizonte (MG). Depois de condenado em 2015, teve sua pena anulada em 2018. O motivo, carta registrada em cartório, apresentada pela defesa em que o irmão do acusado Norberto Mânica assumia ser o mandate dos assassinatos dos Auditores-Fiscais do Trabalho e do motorista do Ministério do Trabalho. Neste segundo dia, no período da manhã, falaram quatro testemunhas.

De acordo com o presidente do SINAIT, Bob Machado, neste segundo dia, os Auditores-Fiscais do Trabalho continuam cheios de expectativas e esperanças de que a pena do último julgamento se repita. “Contamos que o resultado do julgamento vai repetir a condenação do Antério Mânica”.

O advogado criminalista e assistente de acusação Roberto Tardelli, que representa o SINAIT e as famílias das vítimas, acredita na condenação do acusado. “Acredito que a pena de 2015 vai se repetir”.

Depoimentos

Neste segundo dia, Erinaldo de Vasconcelos Júnior, um dos executores, que cumpre pena desde sua condenação, em 2013, descreveu detalhes sobre sua contratação e a maneira que matou os fiscais. Declarou que o dinheiro foi pago pelo José Alberto de Castro e Norberto Mânica. 

Ao ser questionado pela juíza, o motivo das mortes, Erinaldo de Vasconcelos disse que ouviu os comentários de quem o contratou que “os Auditores estavam fiscalizando demais. Não facilitava nada para eles. Ia na fazenda apenas para multar”.

Ao final do depoimento, depois de 16 anos presos, atualmente em regime semiaberto, Erinaldo de Vasconcelos pediu perdão as famílias dos Auditores-Fiscais do Trabalho pelas mortes. “Na prisão, tive muito tempo para pensar, sinto muito e peço perdão as famílias dos Auditores”.

Emanoelle da Silva Rodrigues, servidora pública, sobrinha da Helba Soares, declarou, que durante a campanha política, após os crimes, uma amiga dela Camila, que não tem mais contato, comentou que Bernadete, esposa de Antério Mânica, disse que, não podia usar adesivo de política, porque o seu carro ficava na garagem sempre coberto por uma capa. 

João Alves de Miranda, policial civil, que trabalhou na apuração do caso em 2004, disse que durante a investigação, a equipe analisava a mecânica da situação se era de latrocínio ou execução. “A análise levou para a suspeita de execução”. Após está etapa, “fizemos outras pesquisas e chegamos aos executores, dois intermediários até chegar ao mandante que seria o Noberto Mânica”.

Antônio César disse que sua formação acadêmica é de engenheiro eletricista e exercia a função de perito criminal. Em função disso, foi contratado pelo Ministério Público para produzir laudo de uma gravação digital, em que analisou o conteúdo.  

Os depoimentos continuam no período da tarde.

Os detalhes do caso podem ser acessados na Landing Page do SINAIT.